quinta-feira, 16 de julho de 2015

Reflexões básicas sobre assuntos aleatórios - Cidades de Papel, John Green

Por: João Gustavo

John Green é de longe o meu autor favorito.
Já li diversos de seus livros e posso dizer que essa leitura modificou de fato muita coisa em minhas concepções, reflexões e na forma de julgar certos assuntos. Usando uma de suas metáforas: Seus livros arrebentaram vários fios dentro de mim, e amarraram alguns novos.

Cidades de Papel foi o 5º livro que li de John Green, e de longe o meu menos preferido. Até assistir o filme.
A história é rica em detalhes ocultos. Não se trata apenas de uma saga de um jovem nerd tentando conquistar a garota popular da escola. Acho que a coisa mais interessante abordada em toda a história, dentre outros assuntos, é a maneira como gostar de uma pessoa pode influenciar diretamente no seu jeito de ser e no seu relacionamento com terceiras pessoas. E não se trata de amor, mas sim de amor platônico, que acredito que seja a forma mais ingênua do sentimento, extremamente improvável, inesperado, incontrolável, e facilmente confundível com aversão.

Quentin, "Q", na história, é um cara legal, que como muitos outros caras iguais a ele tendem a desenvolver uma admiração platônica por uma pessoa de uma maneira incoerente. Incoerente pois ele não esta se apaixonando pela pessoa, no caso a "Margo", mas sim por uma imagem de uma "Margo" criada pela sua própria imaginação, e ela foi de fato criada por sua imaginação pois ele não conhecia a garota e não se consegue apaixonar por uma coisa que você não conhece. Se isso aconteceu com você, então não é paixão, e sim amor platônico.
Voltando ao assunto... "Q" coloca a "Margo" em um pedestal e tem uma visão romântica dela, ele a coloca em uma patamar maior que o humano, e com isso ele desumaniza a garota. Ele não entende que não pode se apaixonar por uma ideia que ele criou.
Para quem não leu o livro ou não viu o filme, aconselho parar de ler aqui. Mas se não liga para spoilers, pode continuar a leitura.
"Margo" desaparece, e "Q" decide insistentemente e incansavelmente encontra-la, achando que ela deixou pistas para ele, como se ele, o garoto do qual ela ignorou durante toda adolescência passasse a significar muito para a ela a ponto de ela querer ser encontrada por ele. Enfim, platonicamente atraído, "Quentin" vai atrás da "Margo" e em meio a esta confusão, ignora a escola, sua formatura, briga com seus amigos e os deixam em segundo plano, sem sequer parar um segundo para pensar se "Margo" faria o mesmo por ele.
Concluindo, de fato, no fim da história, ela realmente não faria tudo isso por ele, pois ela o revela que não queria ser encontrada, mas não o deixa ir embora sem lhe dar um beijo.
"Quentin" deixa "Margo" para trás e volta para Orlando, sua cidade natal, para festejar o fim das aulas com seus amigos. Entendi que quando ele finalmente ficou com a garota que ele sempre julgou espetacular, ele percebeu que não conhecia essa pessoa por quem ele achava que estava apaixonado e finalmente concluiu que estava atraído por uma ideia de menina que não existia. Por isso foi tão fácil para ele voltar para casa e deixa-la onde estava.
Quem nunca foi o adolescente caindo por um amor platônico??? Escrevi este texto por ter me identificado com a história. Hoje é muito mais fácil saber reconhecer o platônico e poupar um pouquinho do pseudo-sofrimento causado pelo amor de mentira.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Cidade de Papel

Por: João Gustavo.




Uns chamam de cidade de pedra.

Chamo agora de cidade de papel.

E até mesmo na cidade de papel, onde o sol nunca nasce, às vezes é possível ver um pouco do brilho que ela eventualmente tem.

domingo, 12 de julho de 2015

Sobre acordar

Por: João Gustavo

Longe do que é familiar, a cada dia que levanto sinto como se fosse um primeiro dia em uma escola nova. 
Em meio a tantas máscaras, jamais me esqueço dos rostos de verdade. Nessa grande cidade de papel, tento não queimar o passado para aquecer o futuro. O passado faz parte do meu futuro e meu futuro se baseia no passado.
Saio de casa e olho para o céu, e mesmo nos dias mais límpidos não consigo mais ver o sol. 
A única coisa que desejo é matar esse primeiro dia de aula, esmurrar essas máscaras e fugir dessa cidade de papel, com casas de papel e pessoas de papel. Não quero ser mais um origami em meio a esse papelão.
Quero correr atrás do sol que em algum lugar deve nascer. Mas ainda não posso, pois disseram-me que era aqui que ele iria um dia brilhar.

E sou ingênuo demais para desacreditar.

Sobre Vidas Modernas - Dia 2

Assis, 12 de Julho de 2015

"Temos que pedir pizza e se chove temos que tirar a roupa do varal.
     
Sr. Monteiro





Mudando

Vou colocar só: Sobre Vidas Modernas

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Crônicas de vidas modernas - Dia 1

por Jessica Mota Fernandes

Bom, o meu real motivo de estar aqui, de volta, é que sinto saudades. Do tempo em que escrever era uma regra. Vou tentar voltar a isso. Escrevo sempre ainda, quase todos os dias, mas são só pensamentos que me vem, não é uma coisa que me forço e me esforço. E se esforçar é ótimo ao meu ver. Sei que muito é culpa do Facebook e da minha alta dificuldade em cumprir prazos, horários, metas. Vai ficar tudo certo.

Os problemas mudaram, as pessoas, as paredes, as músicas que ouço, o jeito que escrevo, meus interesses, meus cadernos de estudos, mas meus poemas jogados continuam os mesmos e minhas músicas por organizar também. Tudo muda e sempre tudo muda, mas algumas coisas permanecem quase que iguais. Quase.

Sinto saudades dos caminhos antigos e dos amigos de outrora. Às vezes penso que morri e comecei uma vida nova. Outrora Nova Outrora.
Pero estou feliz, bastante, uma alegria estranha, gostosa, acho que tenho medo de que acabe.
Só que se eu continuar levando na positividade, confiando, cuidando de cada passo e amasso, tudo sempre vai estar bem, por mais que às vezes coisa e outra saia do lugar.

Bom, o trato é estar aqui amanhã de volta e o desafio é olhar bem pra mim, bem fundo.

domingo, 6 de julho de 2014

Saudades

Saudade é uma palavra que só existe na língua portuguesa.
Ainda bem... que horrível seria sentir saudade sem poder definir com palavras o que se sente.

Saudades... saudades... saudades...

Jogo minhas saudades ao vento... esperando que cheguem a você... já que mesmo tendo o privilégio de poder definir tal sentimento em palavras... não consigo te dizer.

João.