domingo, 25 de abril de 2010

Guerra Fria.


Excesso de amor, torna um relacionamento obeso... preso em toda sua gordura.

Não quero voltar para o dia em que nos conhecemos... as coisas não acontecem à toa.
Prefiro ficar nessa guerra fria, que causa arrepios na minha espinha dorsal... os arrepios fazem meu pescoço se contrair de modo que eu fique com a cabeça em pé... e é assim que ela vai ficar, sempre em pé.

Não quero misericóridia... não são necessárias armas em um guerra fria... apenas palavras.

Minha boca é um revólver, um canhão, uma bomba.
Não quero que minhas palavras te machuquem, não quero que deixe mais cicatrizes que já deixou... quero que elas te curem... mas armas não curam.

Odeio guerras, e quero fugir dessa... não vou levantar bandeira branca... não vou me render... apenas não vou lutar... minha arma é poderosa e não quero usá-la.
Vou para o Japão... me esconder no oriente.

Não me esqueça, estou indo... vou de taxi... a viagem vai ser demorada.
Talvez eu volte falando uma lingua diferente, mas ainda serei eu mesmo...

Estou indo então... seguir meu caminho, por uma estrada que se chama amanhã.
Vou seguir meu caminho, não quero ser seguido.

Aqui, aqui e aqui... são meus lugares.
Lá talvez não seja mais.

A guerra fria acabou em 1989 com a queda do muro de Berlim.

4 comentários:

  1. Meww que profundo! muito bom cara!

    --
    http://radioboemia.blogspot.com/

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  2. vc escreve mto bom... parabéns.

    retribuindo visita e comentário.

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  3. Muito legal! Muito interessante! Gostei das idéias e tudo mais. Embora pareça um pouco depressivo, mas se é isso que você quis passar por um momento, passou bem. Parabéns.

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