domingo, 1 de agosto de 2010

Sentimento vazio


Todas as vezes que me peguei escrevendo, ou eu estava muito triste, ou a internet havia caído. Adivinhe que vez é agora.
E em todas essas certas vezes nunca me peguei escrevendo prosa, talvez uma tentativa ou outra, mas não lembro de nehuma que tenha dado certo. O sucesso não está no formato em que as letras são postas e sim no que elas têm a dizer.
Alguns dizem que minhas frases são feitas, mas ja dizia um amigo que não tive a oportunidade de conhecer, "quais as palavras que nunca são ditas?", e realmente eu concordo e espero um dia ter a resposta. O que nunca é dito? Ou escrito como quiser, percebo que por mais que as palavras sejam repetidas a idéia é outra, por exemplo posso dizer hoje que não gostei do seu sapato querendo dizer que ele é muito colorido e amanhã posso dizer a mesma frase querendo dizer que ele não combina com você, eis que eu me repito e mudo de opinião tão facilmente que até me enrolo. Mas a ideia de frases feitas não é má, e se fosse, boof! Já não me preocupo mais com isso, pois se eu me preocupar o que vou me por a escrever? Talvez cópias de noticias, posso também começar a filosofar sobre o universo ou então posso me pegar em uma tarde de domingo com muitas ideias na cabeça, mas sem conseguir reproduzi-las no papel.
A luzinha da DSL do meu modem é realmente irritante, não para de piscar. E quando ela estabilizar eu volto pro meu mundinho de pessoas desconhecidas, oráculos e de muita informação mal usada.
Não consigo prorrogar uma ideia, mudo constantemente e isso não vai me ajudar nenhum pouco nas redações, vou pegar uma ideia do vento e tentar prorrogá-la. Deixe-me olhar pela janela, vejo luzes, luzes e luzes, são de casas de postes de computadores, televisões, talvez algum laser, vejo dois cachorros, um, um pouco mais sossegado que o outro, o primeiro quando me vê late com um tom de saia daqui e o segundo late com um tom de aproxime -se, engraçado não? Talvez não seja o mesmo DNA, talvez? E ainda tem outro cachorro, que não consigo ver pela minha janela, na verdade é uma cadela, ela é jovem e bonita e gosta muito de mim, se chama Suzi, era amiga da Dina, minha ex cachorra, é ex porque morreu, fica mais bonito falar faleceu né? É faleceu recentemente, eu havia a achado na rua, mas para minha tristeza ela era doente, a Dina chegou a visitar consultórios veterinários, mas nada que num toque de mágicas curasse sua diabetes e seu câncer no pâncreas, eram ingetados nela 10 mg de insulina por dia, e quem ingetava era eu, foi então nessa época que decidi prestar veterinária e espero me lembrar dessa histórias ou pelo menos tela em meu drive para contar aos meus filhos, engraçado que eu ainda não passei no vestibular e nem tenho tanta certeza que o meu destino é ser veterinária, mas só espero ter uma boa história. Até que eu consegui prolongar bem o assunto, não acham? Não sei se continuei no tema inicial, mas na releitura verei, e juro (JURANDOOO) que esse texto não será editado rsrs. E a luzinha continua piscando, a experiência de escrever essa prosa valerá o tempo desconectada, bom é o que eu espero. Me bateu um sono agora, talvez eu deva ou devesse, que seja o melhor a ser entendido, fazer exercício de física, isso ja não compete mais as minha digitadas, aliás ja deveria ter salvo o arquivo a algum tempo, nunca é tarde e até a próxima piscada da DSL.




By @ecumeno

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Muito bem "Ecúmeno"! Gostei muito do seu texto, muito mesmo, muito criativo. Espero que vc tenha encontrado sua profissão, que vc passe no vestibular, que ajude a salvar a vida de outras Dinas e que adquira uma internet melhor não culpe a "luizinha"!! Bjinhu do seu amigo caipira que te adora!

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