sábado, 3 de março de 2012

500 cartas para ela - Dia 8 - Aquele dia no bar

Olá, hoje irei discorrer sobre o dia, ou um dos dias que senti mais raiva por não ter feito nada. Por mais que você não quisesse, aquele dia tinha tudo para dar certo.
Nós estávamos lá, sentadas sob aquele céu estrelado, azul e enluarado, quando ao beber mais um gole da sua cerveja predileta, começamos a conversar sobre um assunto que muito me agrada, você. Eu não lhe contei  o meu gosto por ti, mas contei que havia escrito um poema baseado em meus sentimentos por você. E a parte que mais me agradou da nossa conversa, não foi eu ter dito um pouco de tudo que eu queria dizer e sim você ter dito coisas tão belas sobre mim, a minha memória não permite que eu me lembre de cada frase, mas me lembro de algumas palavras as quais prefiro guardar só para mim. Eu consigo me lembrar da sua expressão ao falar, da sua empolgação que embora não fosse excepcional era o bastante para me impressionar. Sei que amigos se empolgam ao falar sobre qualidades de outros para com eles, mas eu senti nos seus dizeres, talvez por querer que assim fosse, um ar de amor, tá eu sei que os amigos também amam, mas podia ser mais que isso né?
Naquela noite após toda a nossa conversa e após todo o ar de romantismo que se encontrava envolta da nossa mesa, você se foi, e eu nunca te abracei tantas vezes quanto aquele dia, foram abraços por coisas ditas, por mais coisas e mais coisas e abraços de despedida.
Tudo isso que eu escrevi até agora, você viveu, mas talvez para ti não tenha acontecido bem assim, não é? Pois pra mim foi quase isso, claro que alguns fatos não foram escritos por esquecimento ou por um poupar de palavras. Agora você saberá do que aconteceu depois que você foi embora.
Eu estava exalando amor e explodindo paixão, era muita coisa dentro de mim. Eu precisava dizer ou externar de outra maneira o que eu sentia, só que você não estava mais ali. Eu então peguei uma folha e uma caneta com um amigo nosso que naquela mesa estava e me pus a escrever. Escrevi as seguintes palavras:


E naquela noite eu me senti tão mal
E também senti que o amor não é bom
Não é do bem


Entrei no banheiro, soquei a parede
Enraiveci por não ter dito o que eu queria dizer
Por mais que você dissesse: Fala jé


Mas porque eu diria o que eu queria dizer?
Sendo que envolve o amor de outras pessoas
Qual seria a vantagem de me expor? Eu sei


Eu te quero
Mas as vezes não queria te querer
E quem dirá que ela me verá do mesmo jeito?


Eu só queria te dizer para me sentir melhor
E cada vez que eu te vejo e não te beijo
Me sinto mal


Queria ter te encontrado em outro momento
Um momento no qual você não tivesse outa história
Outro alguém


Realmente não entendo o meu coração, mas ele dói
E não é só por você, mas nesse momento sim
Impossível viver assim


Eu só queria não querer ninguém, não sentir mais nada
Quero ser livre de mim, quero fazer o que eu quero
Ou pelo menos dizer ao alguém o que eu quero fazer


Sentimentos me deixem - 22/12/11


E foi isso que aconteceu após a sua ida. Depois de algumas horas escrevendo isso tudo, estou cansada, cansada de sentir novamente aquilo, não que seja um esforço pra mim, mas como eu disse, dói. Boa noite.




Com amor
Jessica Mota






Inspirada na carta de Zinho Policastro

3 comentários:

  1. Mew! sempre me impressiono ao ver que não sou o único que passa por esse tipo de coisas!

    p.s.: fico feliz por inspirar a escrever algo tão lindo..apesar de trite!

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  2. =)
    É Zinho, as coisas mais lindas são tristes =/
    pelo menos até agora...

    Eu tmb fico impressionada HAHA, por um lado é bom né.
    por se identificarem, os iguais sempre se unem ^^

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  3. Amo quando me identifico 100% com o que vc escreve
    "Eu só queria não querer ninguém, não sentir mais nada
    Quero ser livre de mim, quero fazer o que eu quero
    Ou pelo menos dizer ao alguém o que eu quero fazer"

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