quarta-feira, 14 de março de 2012

Enquanto escrevo estou em outra dimensão
Apenas eu e um lápis
Vejo pessoas, escuto ruídos
Que estão só de passagem
Por isso não têm importância

Em meu transe, somos só eu e as frases
Rostos, lugares, pessoas
Se tornam letras
Pedidos, sentimentos, pretensões se tornam palavras
Que somadas são minha fuga da realidade

Meu esconderijo secreto
O papel é minha fonte dos desejos
E da ponta do lápis saem as moedas à serem lançadas
Alguém acredita em sorte?

Então que graça teria escrever se existisse realização para cada moeda arremessada?

João.

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