segunda-feira, 5 de março de 2012

Minha vida em 7 dias - Dia 1 - O caos




Como meu primeiro dia no projeto quero começar dizendo que adorei a ideia do João, achei o projeto legal na teoria e acabei por achar magnífico na prática. É completamente estranho e surpreendente o jeito que esse projeto trabalha na gente. De manhã eu estava fazendo uma atividade aleatória e tirei uma foto, então pensei: Escreverei sobre isso. Sim claro, e é sobre isso que vou escrever, AAAATÁ, o sol foi-se embora e quando eu estava vindo para casa me senti atenta, atenta de um jeito que nunca estive antes, prestava atenção em cada passo dado por cada pessoa que estava ao meu redor e olha que não eram poucas. Escreverei sobre elas.


É impressionante o tanto de pessoas que passam por nós todos os dias. É gente indo, gente vindo, subindo descendo, é tanta gente que chega até a me assustar. Eu fico imaginando: Será que se eu tropeçar vão me pisotear? Eu tenho quase certeza que sim, mas não quero testar para que esse quase vire absoluto.

Eu já tive vontade de conversar com uma pessoa diferente por dia, no ônibus ou na rua e fazer algumas perguntas à elas, como um projeto, então eu colocaria aqui no Ecúmeno. Por medo acabei não praticando essa ideia, mas ainda assim tenho um gosto muito grande em conversar com completos desconhecidos, é uma sensação inédita contar algo para alguém que você tem certeza que não verá no dia seguinte.

O assunto de hoje é tão geral que me deixa perdida, ultimamente eu passo pelo Terminal Barra Funda todos os dias por volta das 19hrs, e a essa hora aquilo está um CAOS, mas o mais legal é parar e olhar como as pessoas correm desesperadas, elas chamam aquilo de andar, só que eu acho que tá mais pra uma corrida desesperada por comida, pois se você olhar bem na face daqueles indivíduos, perceberá que estão todos morrendo de fome, e eu seu disso porque hoje eu era uma, uma das que almoçaram e ficaram a tarde inteira sem comer mais nada, pois é.

É legal de observar também as pessoas com fone de ouvido, a maioria apenas cantam, mas algumas estão bem longe dali, os vendedores de amendoim tentam em um, tentam em outro e acabam por desistir de vender os dois últimos por 1 real, hoje eu que estava morrendo de fome a essa hora, estava apenas a observar, e era uma dos loucos com fone de ouvido que mal davam bola para os vendedores. No terminal também tem aquelas que se fazem de ignorante e furam a fila do ônibus, as vezes dá uma vontade de falar umas boas, mas como não foi na minha frente que aquela maluca entrou, eu nem falei nada. E pra finalizar, o acontecimento mais engraçado do dia, é claro do dia de hoje, porque tudo isso aconteceu hoje em no máximo 20 minutos. Eu estava olhando para um Japonês que aparentemente estava perdido, e ao vê-lo se aproximando de mim eu tive certeza que aquele japa estava perdido, então ele chegou mais perto, olhou no fundo dos meus olhos e perguntou do jeito dele, isso: Tãcsi? Claro que eu não entendi nada e balancei a cabeça que não, mas depois de 3 segundos tudo ficou claro, pena que era tarde e ele já tinha seguido seu rumo. Conclusão: Ele era gringo e só queria saber onde pegar um táxi, espero que ele esteja bem e seguro, desculpa não ter te ajudado japa. Aguardo os acontecimentos de amanhã.


Jessica Mota

2 comentários:

  1. Nunca vi por esse lado, em geral fico com raiva de todo esse êxodo que a pobreza de nosso país causa em São Paulo... mas interessante seu ponto de vista sobre toda a muvuca... Tantas pessoas... tantos desconhecidos... que música estão escutando? para onde estão indo? que histórias incríveis cada um carrega? :] meu dia 1 tbm foi numa estação de trem... já já vou postar

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  2. Tanta gente néé, eu sempre fico imaginando principalmente isso que você escreveu: que histórias incríveis cada um carrega?
    Queria descobrir...

    Adorei seu texto, principalmente a parte da menina *---*

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