domingo, 8 de abril de 2012

500 carta para ela - 44 - Minhas duas Pessoas

Querida N.P

Na noite de ontem eu estava conversando com uma amiga minha, dai falei sobre o projeto e então ela começou a ler as cartas e amou. Logo me veio a ideia de ler a carta número 4, pois ela estava lendo e disse que eu falava sobre como te conheci, eu já nem lembrava mais o que eu tinha escrito, então li a carta e fiquei com vergonha de você ter lido aquilo. No começo do projeto eu não pensava em te mostrar meus escritos, e se eu tivesse lido todas as cartas antes de falar para você sobre elas, não teria dito.
Acho que eu mudei muito a minha escrita depois que você começou a ler, as primeiras cartas tinham mais sentimento, mas é até lógico visto que eu escrevia sem imaginar você lendo, logo o meu amor não tinha fronteiras, é como se ele fosse infinito, mas agora você lê, então é limitado. O limite é o seu não querer, porém este não me desmotiva e não são em todas as cartas que eu lembro que tu lês, na maioria eu acho que esqueço, ainda bem...
E sobre a paixão em cada carta, se você chorou nas primeiras é porque elas são mais densas. As de hoje não devem ser tão boas quanto as de ontem, mas tenho as minhas preferidas. Só espero que você não enjoe de lê-las, me sinto, por vezes, incapacitada de escrever para ti. Contudo, eu tento e insisto. Confesso que as vezes penso: Do que vai adiantar todo esse esforço? Ela lê, ela sabe, ela chora e... e só. Eu não escrevo para te fazer chorar, não quero que se sinta mal, eu só quero manter esse contato com você. Um contato sublime, como se a pessoa que escreve não seja eu, não fosse eu. Dai pra quando tu me ver, achar que não é a mesma pessoa, pois a pessoa que te escreve não é realmente a pessoa que você nos bares. Quem te escreve não se importa com o seu não querer, não se afeta, não desiste do amor, mas a pessoa que você vê se pergunta porque não. As vezes as duas se unem para escrever, as vezes se unem para te ver. A pessoa que você vê, é de todos, mas a pessoa que te escreve não é pessoa de mais ninguém, é só sua, está só para você.

Com amor,
Jessica Mota

2 comentários:

  1. bem dupla personalidade esta, mas ficou muito interessante mesmo....é interessante como nos sentimos uma pessoa quando estamos em casa, pensando e sonhando com o amor, e como somos pessoas diferentes, ou como descobrimos novos lados de nós mesmas quando nos vemos diante do fruto de nosso sentimento....é uma sensacão confusa, mas ao mesmo tempo gostosa...pois nos faz ver que somos muito mais complexos do que sempre achamos.....eu, pelo menos, gosto disso....gosto de tentar me entender, mesmo que muitas vezes eu não consiga e acabe somente com mais duvidas! hihihi

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  2. "ou como descobrimos novos lados de nós mesmas quando nos vemos diante do fruto de nosso sentimento..."

    adoro descobertas .)

    e eu sempre acabo com mais dúvidas, as dúvidas me dominam =(

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