segunda-feira, 23 de abril de 2012

Crônica de uma maldita noite de outono

Era só mais uma noite de outono
Gelada e deprimida
Jamais pensei que você estaria ali, aquela hora

Passei sem olhar, você estava falando
Eu escutei, mas não havia som

Puxei um folder qualquer, fingi que estava lendo
A arte de fingir que não se importa

Porque tudo deu errado? Eu não queria mais te ver
Um plano perfeito de esquecimento total, ferido por uma aparição inesperada em um corredor

Esqueci do seu rosto, e me permiti de não lembrar de como ele é
Lutei contra minha língua para que ela não exprimisse um "oi", que depois sangrou pela minha boca

Ninguém sabe, ninguém viu... não proferirei seu nome, não lembrarei de você
Uma paixão concluída, sem ter ocorrido e por pouco esquecida
Permito-me poupar-me de mais sofrimento.

Esta foi a crônica de uma maldita noite de outono.


João.


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