sábado, 23 de junho de 2012

Uma história à 2

Capítulo 1
Eu quero escrever uma história sobre 2.

Como nos conhecemos, como tudo se desenvolveu e como diziam que eramos tão perfeitos juntos.

Nem sei em que página estou dessa história...

Estou sozinho, no meu quarto escrevendo...
E eu só queria saber se tudo o que eu já um dia senti, já atordoou alguém como me atordoou.
Tantas coisas que eu queria que elas soubessem
Tantas coisas que eu queria saber.

Capitulo 2

Próximos capítulos. Quantas vezes a mesma página já virou sempre com o mesmo final? Ou melhor... quantas vezes páginas diferentes já viraram sempre com o mesmo final?

Como escrever essa história sobre 2?
Talvez ela já esteja sendo escrita... talvez seja uma história longa, onde vários acontecimentos já se desenvolveram, porém o climax sempre esta nas últimas páginas.

É melhor não tentar me confundir com tanta coisa tentando escrever uma história sobre o amor, estou vivendo e não dentro de uma história com um final previsível. A vida faz o amor parecer difícil.

Acordar ao frio da manhã, andar sobre a brisa da tarde, e escutar uma música à luz da lua.
Assim os dias passarão. Deixarei a autoria desta história por conta de outro ser: O tempo.
Apesar de ser um grande preguiçoso e andar muito lentamente às vezes... sei que hora ou outra ele me dará o fim da história.

Capitulo 3

Esse amor é nosso, meu e de mais quem?

Fim.

JOÃO.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Pequena criatura que me fez pensar

por Jessica Mota

Hoje eu estava andando pela minha casa, quando tive a grande ideia de deitar na rede. Lá deitada deixando o vento me balançar,
comecei a observar as plantas da minha mãe... Bom, eu já tinha
olhado para elas muitas vezes nesses meus 21 anos de vida, mas
hoje foi tão diferente... Pude ver com toda a nitidez um
pequeno homem, de 30 a 40 centímetros, simpático, feliz e vestido de verde. Ele parecia não me ver, não me enxergar, mas eu o estava vendo. O pequeno estava mexendo na planta do vaso branco, fazia movimentos como se estivesse afofando a terra, seus olhos brilhavam e os meus também, porém nem tanto quanto os dele. Era um leprechaun, ele estava cuidando das plantas da minha mãe, dava para perceber o quanto ele amava aquilo que fazia e fazia com todo gosto, dava pra ver... Pra sentir.
Eu desviei meu olhar para o céu e comecei a pensar sobre o que
eu queria da minha vida, sobre os meus sonhos, meus quereres. Tentei me ver fazendo algo como aquele leprechaun fazia aquilo, infelizmente não pude ver nada, nenhuma imagem se propagou em minha mente.
Voltei meu olhar para o vaso novamente e o pequenino não estava mais lá, deve ter ido para algum lugar que não sei onde, fazer algo que não sei o que.
Tentarei dar uma observada no vaso amanhã, vou deitar na rede no mesmo horário que deitei hoje pra ver se ele aparece de novo... Espero que apareça. Quem sabe dessa vez ele me enxergue e me conte algo sobre a sua carreira... Se fez cursinho ou faculdade pra ser tão realizado daquele jeito.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

No limite da realidade

Ontem eu joguei meu celular pela janela, mas, como em um filme, ele voltou. Atirei com mais força então, tentando atingir o limite da realidade, se ele ficasse preso por lá, não voltaria mais. Pena. Não consegui, minha força não era suficiente para fazê-lo ir e o meu amor insuficiente para fazê-la ficar.
Entrei por vezes em um universo paralelo no qual ela dizia sim, no qual ela estava apaixonada por mim. Talvez seja verdade, eu me apego muito rápido às pessoas, infelizmente elas não se apegam com tanta facilidade a mim, ou não com tanta intensidade, não a mesma a qual eu me apego.

[...]

Prefiro pensar que não daria certo, e não daria.

As vezes eu tenho vontade de não ser gostável, de ser mais fechada, antipática e tudo mais que faça as pessoas não quererem se aproximar de mim. Do que adianta elas me amarem de um jeito diferente do que eu as amo? Do que adianta ser tão legal?
Parabéns, você conseguiu entrar na minha lista de amigos. Não era bem isso que eu queria, porém, diferente de outros, prefiro ter algo de você, do que ter nada.

Prefiro imaginar que nunca será mais do que amizade.

[...]

Em uma fronteira inexistente estamos nós duas. Uma olhando para outra. A quase ver a alma. Conversando para sempre sobre coisas aleatórias.


Jessica Mota

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Eu conheço um lugar
É um pouco sem luz... úmido, um pouco frio
Um lugar onde pensamentos maléficos talvez vivam
Um lugar onde a escuridão lhe pega pela mão e te leva para conhecer
Um lugar que faz me lembrar quem realmente eu sou
E se eu levar você pra conhece-lo?
Você iria?
Ou ficaria com medo?

Todo mundo tem um lado ruim
Você consegue gostar do meu?

JOÃO.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Como é passar o dia dos namorados sem um namorado

por Jessica Mota


Hoje me felicitaram...Disseram-me:
  - Feliz dia dos namorados!
Fiquei pensando... O que fazer?
Por educação eu disse:
  - Feliz dia dos namorados.

Mas diga-me você, caro leitor que não namora.
Qual é a graça de passar o dia dos namorados sem um namorado?
Para mim, pessoa que não namora... Não existe o dia dos namorados... Este é só uma invenção para que as vendas aumentem e o lucro também.

MALDITO CAPITALISMO

O dia 12 de Junho é só mais um dia no calendário.

Eu nunca passei o dia dos namorados namorando, logo, o dia dos namorados nunca existiu para mim. Passar o dia dos namorados sem um namorado é como passar um dia qualquer sem um namorado.
Normal.



domingo, 10 de junho de 2012

No silêncio da noite
É outono
Como esse frio do crepúsculo pode ser tão barulhento?

Estou só
A noite toma forma
O frio toma forma
Um clube secreto só meu
Eu, eu mesmo e eu, a noite e o frio.

Em dias em que o inanimado tem forma
Não são necessárias palavras para se expressar

O frio faz questão de tocar seu corpo e lhe mostrar que você ainda ferve
A noite mostra seu rosto belo para lhe mostrar que você ainda sente algo

A auto-apatia aparece, mas não prevalece...

A natureza sempre tem um jeito de mostrar a você que não esta sozinho.
E o que realmente vale, é aquilo que se sente.

João.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Que tal

Que tal tentar ser a minha namorada
A tentativa vai valer mesmo que esteja enganada
E essa história de envolver-me em frases tão bonitas
Sente querer estar comigo, uma vontade infinita?

Tudo bem, fique tranquila, sinto  o mesmo que você
Cuidarei eu da sua vida e da minha, vem viver
Que tal um hoje e um amanhã só pra nós duas
Vou envolver-te em meu calor, minha fissura

Que tal dizer-me as palavras que eu escrevo
As ouvirei com muito gosto e algum desejo
Não que eu queira que tu seja igual a mim
O que eu procuro em você já está em ti

Dizem que letras não funcionam e não servem para nada
Eu bem discordo, do que é feita uma atitude sem palavras?
Um  beijo seu pode valer mais do que sons e do que falas
Mas os escritos sempre darão-me a sensação de ser beijada


Jessica  Mota

terça-feira, 5 de junho de 2012

Eu quero que você caia como eu cai
Que você sofra igual

Quero que você diga
"Eu não te mereço"


João.