quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Febril


A sensação nunca antes sentida e a percepção de que todos os seus movimentos já não obedecem mais a ti.
Você sabe que, por motivos entendidos, não é algo que te faz bem, porém por vício ou não, você quer continuar...
E quer de novo e de novo... Pede a Deus para te perdoar.
Talvez, mas só talvez, seja por culpa da paralisia demorada, do prazer momentâneo, da graça favorecida por 10 minutos ou menos.
Pude sentir... Eu pude ver a madrugada de outro jeito. Pude ouvir... Cada voz, cada passo em câmera lenta. Não, no final não é bom. Mas a princípio a fumaça inventa um mundo bem disfarçado. A fuga de problema algum. Um universo outro...
Não, não inicie, não vale a pena, não compensa a sensação de quase morte. Os batimentos aceleram... E nessa época do ano então... Os pisca-piscas deixam tudo diferente.
Escrevo anteriormente toda a história em minha mente, porém quando de fato a teoria vira prática. Tudo parece tão desordenado, cada junção de letras... Cada letra já não parece mais aquela antes pensada. Pois o mundo dos pensamentos nem sempre pode ser posto em um papel ou em uma página do Word.
Não quero assim, assim eu não gosto, não dessa maneira a qual me sinto perdida em minhas ideias. Pode não parecer, mas dentro de mim eu sempre fui tão ordenada.

- Conclusão alguma poderia existir. Desejo de sumir? Nesse momento tudo que eu quero é dormir. E esquecer. Dormir e esquecer.

Amém


Jessica Mota

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