quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Masturbação Mental - Dia 8 - Dos tantos mundos



Estive a pensar, logo hoje cedo quando não conseguia dormir de jeito nenhum, olhei para a luz que entrava por baixo da porta. Quase oito da manhã e nada de sono. Olhei para a sombra no teto, para luz na janela. E de sombra em sombra, de luz em luz, me veio um pensamento: Vai ver que quando a gente morre, a gente vai, na verdade, viver em outro mundo. Um mundo com menos problemas do que esse, ou mais. Talvez a gente vá com todas as nossas memórias, mas elas só devem aparecer em sonhos. Assim como os sonhos que temos de noite em noite. Vai ver são eles vivências de outras vidas. Ataque zumbis, alienígenas, unicórnios, dragões, vampiros. Todos existem de fato e possivelmente já os vimos a poder tocar.

Acho que o próximo mundo, para o qual vamos, vai ser pra vivermos junto com as pessoas que admiramos mortas, nessa vida. Viveremos com Cazuza, com Janis Joplin, com Serguei, (mesmo ele estando vivo, queria vê-lo pegando a Janis) com Drummond, Kurt Cobain, Renato Russo, Marilyn Monroe, Ayrton Senna, Carmen Miranda. Viveremos com outros tantos. Vai ser legal.

E de mundo em mundo amadureceremos nosso amor. Poetas são pessoas de coração sensível, de amor sofrido. Bom... Que a vida seja leve, mas não breve. Espero ver todos vocês em outros mundos. Quem sabe isso de admirar a palavra também conte. Isso de amar com alma. Se for assim, nos veremos.

Até breve.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Masturbação Mental - Dia 7 - Para mais amor balance o frasco

Foi lá longe, na casa em que vivia uma menina bonita e superficialmente odiável, realmente amável e adorável, que aconteceu. Mas é que ela tinha uns problemas: Esquecia as coisas e era um tanto retardada. Ao menos era o que diziam os Norminhos, nome que foi dado pela outra lá.
Em seu quarto, local no qual toda a pequena história ocorre, foi onde também morreu todo o ódio sentido. O ódio nasceu por causa da quebra do pote do sono. Da violação. Não era para passar a fronteira. Tinha um quadrado em volta, feito de papel sulfite inicialmente branco, porém pintado com lápis de cor vermelho, sua cor favorita.
A violação do frasco foi cometida pela irmã gordinha, que em um ato de estrema curiosidade, e mais, abriu o potinho e viu tudinho. Viu sim, viu todo o segredo contido naquele vidro transparente. Era transparente, tá. Mas num dava pra ver não. Não assim de longe e nem de pertinho. O pote guardava o sono, tinha pequenos papeizinhos dentro, continha segredos e arroz. Por fora parecia vazio. Só dava pra ver mesmo se violado o lacre. Claro, o lacre. É óbvio que havia um lavre. A menina bonita, toda noite após colocar seu sono e seus segredos dentro do vidro, o lacrava com o seu super lacrador de potes.
Eis que a irmã gordinha o abriu. A desculpa dela, para não morrer esfaqueada pela menina bonita, foi que tinha um papel em cima e que tava escrito: Para o meu amor, balance o frasco. Ela disse ter achado ser um presente. Balançou e quando ouviu o som do arroz, quis abrir pra ver o dispositivo mágico que ocasionava aquele barulho. O fato é que o problema não foi só a violação, foi também a quebra. A irmã gordinha tinha acabado de devorar um frango assado, sem garfeamento e faqueamento. Foi direto com as unhas e com os dentes. Por causa da gordura, não lavada, o pote deslizou de suas mãos bem na hora que ela ia tampa-lo. E houve estilhaço pra tudo quanto é lado.
A irmã gordinha não foi morta, ou matada. E a menina bonita teve que esperar sua mãe comprar mais palmito, para que usasse o vidro.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Masturbação Menta - Dia 6 - Login



Ecumeno. Emudado. Coisasqueeufiz. Gasamoroso. Kekeethy. Elementous. Sarapety. Manomaxx. Jenyferfj. Joaozanelato. Daleste. Dudagff. Aaladimm. Mwebomb. Leaform. Adillebg. Oshackerfirs. Yorisako. Dcpsde. Dedor.Sofakelixinh. Ratatuikakl.Nicinhus. Miclheltres. Joycebido. Ratopodercag. Shapoca. Anapiinck. Juuanpotter. Gaziika. Mauriiciius. Siscatinho. Shapoka. Canroscte. Megadrops. Helplete. Vacometro. Umarataloca. Madmax. Soubomdemais. Guhcometudo. Monirodri. Rodrigotakanaka. Goidis. Unicone. Renantaoo. Fraajolinna. Kkkboua. Estocagando. Plioww. Leogenaro. Giuthais. Boongaa. Matekiinho. Kelmercome. Starlex. Brucet. Magnalta. Rolexy. Figurafeia. Toxabom. Raticko. Helplete. Tratolandia. Altsenha. Gominhofruta. Nadalus. Cerejjjjinha.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Masturbação Mental - Dia 5 - A Garça e o Morcego

Dai você fala:
- Irmã gordinha, me fala um título pro meu texto?
Então a irmã gordinha responde:
- A Garça e o Morcego

Fiquei pensando...
Mas por que esse título e não outro? O Morcego eu entendo, mas por que a Garça? Deve ter algum significado subliminar. Leia minhas entrelinhas e notará! Ou não, nem eu notei.
Garça é um município do estado de São Paulo, próximo a Marília. Coisa que eu, particularmente, não sabia. Mas Garça é também uma ave das pernas finas e compridas. Vivem em bandos, a observar belas paisagens. Tenho pra mim que Garças são na verdade câmeras fotográficas. E são elas que tiram essas fotos de paisagens, que vêm como plano de fundo pré-instalado em nossos computadores e celulares. Ou talvez elas sejam fotógrafas. Garças fotógrafas HAHA. Se até humanos podem... Por que não elas? Depois dos Peixes, depois dos Anfíbios, depois dos Répteis e antes dos Mamíferos, estão elas. Não especificamente as Garças, mas as Aves.

- Então você quer me dizer que entre as Aves e os Mamíferos, não existe nada?
Indaga a irmã gordinha.

Bom, na verdade eu não quero dizer nada. Ou melhor... Quero. Quero dizer que A Garça se aproxima muito do Morcego. Poderiam muito bem manter um caso amoroso, mas não iria nada além de um sexo casual. As diferenças os impediriam de manter um relacionamento sério. Nada contra a distância. Eu disse Diferenças.
Morcegos são animais, muitas vezes, cegos e cheios de amor para oferecer. Esses pequenos se apaixonam muito facilmente. Morcegos adoram leite e demoram a deixar o colo da mamãe. Eles adquirem a visão com o tempo, ou não. Depende muito das escolhas que fizerem. Do trabalho que arrumarem. Da universidade que cursarem. Da opção política. Do estudo da história. Da crença em seres mitológicos. Alguns morcegos permanecem cegos pela vida inteira. Triste.
Na verdade, bem triste e mais triste do que tudo. Muitas coisas são menos tristes do que isso. Por exemplo, o fato de não haver uma conclusão genial para esta história. Mas se ao menos vocês pudessem tirar uma moral... 

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Masturbação Mental - Dia 4 - Mestre em manter a inatenção


Olha-lá o pintinho amarelinho. Que bonito esse passeio. Que bonito o passarinho.
Já não sei como prender-me, como manter-me atento. Tento. Mas não posso, não consigo.
Duas horas da tarde. Meu momento precioso. Concentro-me, porém me perco. O que fazer? Não quero mais tentar, pois sei que não vou conseguir. O tempo se vai, o dinheiro se vai, meus curtos anos se vão e eu continuo aqui nessa cama (bi). Becama. Biliche. Contínuo nessa casa de um cômodo, sem um troco. Você está sozinho! Assopraram em meus ouvidos. De primeiro instante eu não ouvi, foram só zumbidos. Mas depois o som navegou em minha mente e eu me senti só. Tem razão. Pensei. Sou mesmo o mestre da inatenção. Sobrevoo terras pretas, sobrevoo o Pantanal. Mal consigo manter-me em uma linha linear de pensamento. Nenhum de vocês entendem e nem entenderiam se eu conseguisse.
Curto, compartilho, crio. Quem se importa? Os olhos não estão mirados em mim. Sou pobre. Componho mal meus corações. Canto errado minhas paixões. Culpado não sou, mas sinto que inocente também não. Borboletas voam ao meu redor. Nem se quer uma, pousa em meus ombros tortos. Eu sou moleque. Verdade mesmo é que estou só.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Masturbação Mental - Dia 3 - A pessoa que somos quando não somos a pessoa que somos


Ela se sentia diferente. Com vontade de pegar a tesoura e riscar todo seu corpo. Sentia-se triste, suja. Diziam que tudo era culpa do vento. Vento que passava e levava o seu amor, a sua dor. Diziam para ela parar e sentir a batida de seu coração. Ela parava. Mas não sentia nada. Concordava que era culpa do vento. Maldito vento! Dizia ela. Só vejo levarem o meu amor. Dor? O que é isso? Melhor do que eu ninguém sabe.
Ela queria ser um rato e viver em Marte. Queria ser um Rato de Marte com uma porção de queijos. Com uma porção de amor.
Não se entendia muito bem. Entendia bem melhor os outros. Achava que fórmulas já não serviam mais pra nada. Preferia os copos meio vazios e os corpos cheios por completo. Pedia trezentas gramas de Mortandela e não se importava. Sentava mesmo era de pernas abertas. Limpava a gordura nas calças.
Qual motivo teria os céus para escolhe-la? Era pequena, magra, indisposta. Acordava tarde todos os dias. E se pudesse optar, não acordaria nunca mais. Talvez tenha sido isso. Ela já não tinha vontade de mais nada. Alguém lá em cima deve ter a ouvido chorar. Ouviu seus pedidos noturnos. Ela ganhou um poder.
Antes diziam o que fosse, ela ouvia. Xingamentos, maus tratos. Batiam-lhe, puxavam-lhe os cabelos. Suas canelas finas eram cheias de rouxilhões. Ela os chamava de "meus pequenos rouxinóis". Era carinhosa, tinha amor pra dar e emprestar. Jamais o venderia.
Aceitava socos, tapas. Mas por qual motivo ela apanhava? O que tinha de errado?
Hoje ela tem esse tal "poder". Pode andar por ai sem que ninguém a veja. Visita amigos antigos que a protegiam dos males. Visita professores que lhe fizeram bem. Passeia todo dia pelo centro antigo da cidade. Continua a aprender com as falas alheias. Vai a praia, faz castelos de água, de gratidão. Voa sobre casas. Vigia amores antigos, os protege. Deu até asas a alguns deles. A um.
Facadas, tiros, assalto, estupro, casa de tijolos, quarto, estrangulamento. Hoje em dia ela é bem mais feliz.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Masturbação Mental - Dia 2 - O garfo, a faca e a colher


Estávamos eu e ela àquela casa. Entramos na surdina, em meio a uma escuridão imensa. Eu dei um passo, ela deu dois. Queria estar sempre a minha frente. Mas não naquele dia, não naquela casa onde havia colheres pelo chão, garfos pelas paredes e facas pelo teto.
As colheres marcavam a posição e os garfos marcavam o tempo. Mas ainda não sabíamos disso. Ela andava passeando como se nada fosse acontecer, eu logo atrás dela temia pelo pior. Senti um arrepio estranho atrás da nuca. Uma voz que me dizia: Tome cuidado. Não achei nenhuma garrafa dessa bebida estranha por perto. Então segui mesmo assim, mesmo sem tomar cuidado.
A pessoa que estava comigo, hora era uma mulher qualquer e hora era a minha mãe. Mas era minha mãe apenas no final, apenas quando saímos daquele castelo enorme, que por fora parecia apenas um cômodo.
Ainda lá dentro, a mulher estranha resolveu botar seus passos a pegadiarem pelo corredor à direita. Eu sabia que deveríamos ir pela esquerda. O garfo contou: 1, 2. A colher se virou e apontou para ela. Todas as colheres apontavam em sua direção. FFFFFFF! Uma faca completamente afiada, grande e a princípio de prata, não caiu, apesar de ter caído, parecia mais que houvera sido arremessada pelo teto. Direto ao peito dela. FFFFFFF! Como se infligisse o limite de seu coração. Sangue. Sangue, sangue e escuridão. Vermelho e preto. Pensei. Cores que muito combinam. Segui pelo corredor esquerdo como se a morte dela não me pertencesse nem por um instante.
Agora aquele castelo era uma casa. E era também uma escola, onde crianças estudavam em uma sala de vidro a direita de por onde eu andava. Era como se elas não pudessem me ver. Havia um professor estranho à frente delas. Óculos de aro preto e redondo. Cabelo completamente branco. As crianças não desviavam a atenção. Pude ver um relógio com ponteiros de garfo. Estava entendendo, mas ainda não tinha entendido. Eu não pude evitar. O professor se ausentou e ao sair, olhou fundo em meus olhos. Fixei-me à grande parede de vidro. O garfo contou: 1,2. As colheres que estavam ao meu redor se viraram e apontaram todas para a sala das crianças. As facas afiadas no teto. Um total de 36. FFFFFFF! Caíram todas de uma vez, na cabeça de cada criança. Como se acertassem o ponto certo. Vidas se foram em 1,2. Fiquei estático. Vermelho e branco. Vermelho. Crianças mortas. Cadernos sujos de sangue. Quanto desperdício de material. Pensei.
Sai daquela casa de mãos dadas com minha mãe. Andamos pela floresta escura, tentando fugir da direção das colheres. Garfos nas árvores contaram: 1,2. Colheres na terra apontavam em nossa direção. Segurei forte a mão de minha mãe e pude ouvir do céu cair. FFFFFFFF!

Masturbação Mental - Dia 1 - O bom, o ruim e o importante coexistem


Pois tudo que é bom é também ruim e importante. Peguemos como exemplo um amigo, uma tida amizade. Vocês têm desavenças e você não se considera "o errado", não considera que a culpa da discussão seja sua. Com isso, não corre atrás da reconciliação. Logo, a ausência de seu amigo é boa, ruim e importante. A ausência é boa para que ambos botem a cabeça no lugar, para que pensem na importância de um para o outro. A ausência é ruim, pois dá saudade, faz sentir a falta, a dor da perda para sempre. A ausência é importante para que haja uma reaproximação, lenta ou rápida.
Tudo que é bom é também ruim e importante.
Peguemos um relacionamento amoroso, dois namorados. Eles se amam, se querem, se desejam. Um relacionamento a dois é bom, é ruim e importante. É bom porque aprendemos a ser menos egoístas, deve se pensar na felicidade do outro, em suas necessidades. É ruim porque se vive uma vida muito fechada, cada um com seus conceitos e com os conceitos do outro, ignorando, muitas vezes, o conceito do mundo a sua volta, dos seus pais, dos seus irmãos, dos seus amigos. E é importante para que haja aprendizado sobre as coisas boas e ruins.

Se pensarmos bem, tudo pode ser importante por nos trazer aprendizados. E tudo que nos traz aprendizados é bom. Mas se aprendemos o que quer que seja é porque tiramos uma lição de algo ruim. Podemos tirar o bom e o ruim de todas as coisas. Pois eles coexistem. E tudo é importante para o nosso crescimento. Você sofre por amor? Isso é bom, é ruim e importante. Você foi condenado a 16 anos de prisão? Isso é bom, é ruim e importante. Você está feliz? Preocupado? Ansioso? Grato? Isso tudo é bom, ruim e importante.

Não pense só no bom das coisas, pense também no ruim. É importante.

Projeto - Masturbação Mental

23 dias escrevendo sobre temas aleatórios, com o objetivo de forçar a mente a pensar e os dedos a escreverem sobre temas que, talvez, nunca foram analisados com clareza. Assuntos que não faziam sentido até você começar a concentrar-se neles de forma prestativa, para a conclusão de uma breve, ou nem tanto, dissertação, narração ou de uma simples falação escrita.
Vai funcionar assim: A cada dia no seu "momentinho" de Masturbação Mental, você vai sentar e pensar num título para o dia. Não pense muito. A ideia é ser completamente sem sentido, a princípio. Completamente inovador ou não, curioso ou não. A intenção é você olhar ao redor ou pra dentro de si e pensar em uma frase ou em um conjunto de palavras e vualá. Ai está o seu título. Um breve exemplo: se eu fosse escrever agora o titulo seria: Meu namorado é um celular ou Ai se meu computador tivesse rodinhas. O desafio não é montar um título legal e sim tentar fazer um bom desenvolvimento. 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O amor é cego, surdo e mudo



Se o amor é cego, você é o meu mor cego
Meu morcego, minha morcega, o meu motivo de viver

Eu te amo (uuu) eu nos desejo: Muita paz, muita alegria
E uma porção de queijo
Eu te amo (uuu) eu te desejo.
E pararia essa canção só para te mandar um beijo: SMACK!

Então vem e faz de mim o seu abrigo
E me proponha algum castigo
Se eu fizer você sofrer (ouô)

Então vem e faz de mim uma caverna
Dentro de mim você hiberna
Sem nenhum medo de morrer (meu amor)

Se o amor é surdo, você é o meu escudo
Minha proteção, minha audição, o toque do meu violão

Eu te amo (uuu) eu nos desejo: Muita paz, muita alegria
E uma porção de queijo
Eu te amo (uuu) eu te desejo.
E pararia essa canção só para te mandar um beijo: SMACK!

Então vem e faz de mim o seu abrigo
E me proponha algum castigo
Se eu fizer você sofrer (ouô)

Então vem e faz de mim uma caverna
Dentro de mim você hiberna
Sem nenhum medo de morrer (meu amor)

Se o amor é mudo, você é as minhas mãos
Minha voz, o meu cantar, os meus sinais de falação

Eu te amo (uuu) eu nos desejo: Muita paz, muita alegria
E uma porção de beijos
Eu te amo (uuu) eu te desejo.
E pararia essa canção só para te mandar um beijo: SMACK!

Então vem e faz de mim o seu abrigo
E me proponha algum castigo
Se eu fizer você sofrer (ouô)

Então vem e faz de mim uma caverna
Dentro de mim você hiberna
Sem nenhum medo de morrer (meu amor)


Jessica.