quarta-feira, 13 de março de 2013

Masturbação Mental - Dia 21 - "Procuro um amor que seja bom pra mim" (8)

Queria escrever sobre outra coisa, mas como me veio esse título... Vai ver seja sobre isso que eu deva escrever.
Hoje eu estava de baixo de um pé de árvore e ele passou por mim. Perguntou se eu tinha uma moeda. Coloquei a mão no bolso e tirei um real, dei a ele. O pequeno me olhou com um sorriso imenso. Sorri de volta. 
Quando me levantei e me pus a andar, virei à esquina e lá estava ela caída no chão... Espatifada, carros passando por cima. O sinal fechou e fui até lá, tentar ajudar, peguei a moeda, olhei cara e coroa. Estava intacta. Coloquei-a no bolso e segui.
Alguns metros à frente... Estava o garoto. Morto! Atropelado. De mãos abertas e braços também.
De primeira eu o tinha achado bonito. E se eu tivesse dito? E se eu tivesse pegado sua mão e saído corrido? Talvez nada disso teria acontecido.

terça-feira, 12 de março de 2013

Masturbação Mental - Dia 20 - Dia do Aniversário


O dia do aniversário é um dia muito feliz. Eu gosto do dia do aniversário. O dia do aniversário é legal. Papai e mamãe me dão presentes no dia do aniversário USHAUSHUAHSUAHSUA'

Dia 18 de março é, oficialmente, o dia do aniversário. Não espero ganhar muitos presentes. Creio que ganharei o melhor presente de todos. Mas não posso contar. É segredinho.
Eu adoro aniversários, sério mesmo. Acho um dia muito especial. Gosto de muitos abraços nesse dia e muito xodó. Não que nos outros dias eu não goste, muito pelo contrário, mas como disse... É um dia especial.
Se eu pudesse escolher os meus presentes, eu diria: Dê-me papel! Adoro papeis. Pode ser de qualquer tipo, menos higiênico. Pode ser um papelzinho de nota fiscal, um riscado, qualquer um. Vou aceitar com muito gosto e botar no meu pote do sono.
O dia do aniversário faz com que eu me sinta viva e grata, muito grata pelo ano que se passou e pelo ano que se inicia. Eh isso. Viva o dia do aniversário! o/

segunda-feira, 11 de março de 2013

Masturbação Mental - Dia 19 - Odeio cólica


Tipo... Odeio profundamente! Sinto tudo, dentro de mim, se revirar. Sinto-me doída. As pernas doem do começo ao fim, doem muito as coxas e sobe. Sobe toda a dor pelas costas. Meu Deus! Como dói.
Atroveran já não me adianta mais. No começo servia, mas não mais agora. Sou imune a Atroveran.
Uma vez me apresentaram um remédio muito bom. Achei que queriam me drogar, porém era remédio mesmo, (não deixando de ser droga) fomos até na drogaria para perguntar. Infelizmente, naquele dia, a cólica passou e minha amiga se foi. Não tive tempo de me informar sobre o nome do remédio. Não, ela não morreu...
Hoje em dia o Buscopan bem que faz seu trabalho. Trabalho lento e preguiçoso, mas cumpre sua promessa de me livrar da dor. Louvo o Deus Buscopan, tal como louvo Afrodite.

domingo, 10 de março de 2013

Masturbação Mental - Dia 18 - Paixão número 77



Cancionei pra você.
Maquiei minha voz.
Musiquei meu amor.

Falação, é tudo que é!
Você gritou.

Disse-me que jamais.
Que jamais eu provaria,
Que jamais eu cederia
Ao seu melaço

Encantei-me com tal dito.
Mas o que faço?
Uso o arrebato?
Ou me entrego ao jamais?

Não quis pensar...
Tive medo de lhe tomar,
De não me domar.
Tive medo.

- O que eu fiz?
- Me entreguei!
- Pra ela?
- Não, para o medo.

The End

Masturbação Mental - Dia 17 - Além da homossexualidade


Era fevereiro e ela nunca tinha sido pega daquele jeito. Homem nenhum tinha tido tanta pegada. E que pegada... Mulher gosta mesmo é de ser posta contra a parede, gosta de ter seu cabelo puxado, seus lábios mordidos e seu corpo tocado. Foi exatamente o que ele fez com ela.
Conheceram-se em uma época na qual ela tinha certeza que era lésbica, e que nunca mais ficaria com garotos. Eles estavam no mesmo show. Ela só tinha uma amiga em comum, por lá. E ele tinha todos os outros. O mais engraçado é que durante o período em que ali estavam. Pulando e cantando... Não trocaram se quer um olhar, nem uma palavra. Porém, após umas cervejas... Ninguém é de ninguém, não é mesmo? Eles saíram, daquela casa, portando algumas cervejas que a querida MTV ofereceu bondosamente. Pegaram o primeiro metrô, junto com mais um garoto. Ele sentou no chão e a olhava com olhos brilhantes, conversaram e um disse ao outro exatamente as palavras certas. Foram amigos por alguns minutos, sem nenhuma pretensão de serem amantes. Ele se apoiou nela, sorriu. Saíram juntos do metrô e deixaram o garoto, que com eles estavam, lá. Foram pegar o segundo metrô e ainda na plataforma... Ele olhou pra ela com olhos de admiração e disse: Fica comigo? Ela hesitou, disse que estava com pressa, que tinha de ir para casa (já era noite). Em seus pensamentos rolava uma discussão: Digo que sou lésbica? Sim ou não?
Ele insistiu: Fica comigo, só um pouquinho... Que fofo! Pensou. Ele se aproximou devagar e a beijou, faiscou. Foram até a parede e se amaram. Ela sentiu sua barba, seu peito curto. Foi eterno. Um metrô passou, dois metrôs passaram e ela disse que já estava tarde, disse que ele estava bêbado, ele negou. Acompanhou-a até a sua estação, lhe deu selinhos pelo caminho. Até hoje ela pensa se realmente aconteceu. Nunca mais se viram, nunca mais se falaram.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Masturbação Mental - Dia 16 - Antes que meu dia anoiteça



Uma vez eu disse para uma antiga amada, que acabaria morrendo de amor. Ela riu e perguntou o por quê. Na hora acho que não consegui explicar direito e nem agora se eu tentasse, conseguiria...
Não sei se ainda penso do mesmo jeito, mas não quero morrer de amor, quero, quem sabe, morrer amando. Mas não sofrendo. Queria mesmo é que meu dia de sol não anoitecesse nunca. Porém... Esse dia tão claro nunca chegou.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Masturbação Mental - Dia 15 - Diego/Diogo/Latino/...



- Diego Martins é um nome bonito
- Ah, eu prefiro o meu: Diego Fernandes
- Nossa! Fernandes? É realmente bonito
- Gostou né?
- Poxa cara, gostei mesmo. É Lindão.
- Ah, se quiser eu te empresto. Você pode adota-lo!
- Mesmão? Então combinado! (aperto de mão) Apartir de hoje tem Fernandes no meu nome.
- (sorri)

Enquanto isso... Uma menina muito idiota começa a rir enlouquecidamente. (suahsuahsuahusuah') e diz:

- Ela já tem Fernandes no nome.

Garota estraga prazeres.

quarta-feira, 6 de março de 2013

terça-feira, 5 de março de 2013

Masturbação Mental - Dia 13 - Xiuamaoquê?


Certa vez eu conheci uma garota.
Há muito tempo, muito muito tempo mesmo. Estivemos juntas em uma moradia, sobre a qual não podemos dizer muito. Poderiam nos julgar. Não que tenhamos medo de julgamentos, mas... Não sei, melhor não citar nomes de aposentos e nem de remédios.
Depois de estarmos lá, fomos deportadas e nossas lembranças, apagadas. Após sermos infiltradas, novamente no mundo, por uma obra do destino, nos encontramos em outro lugar. Huun... Em outro primeiro lugar, né!? Porque já nos encontramos muitas vezes, e em muitos lugares, nessa vida. Talvez eu a tenha encontrado mais do que ela a mim. Essas coisas são engraçadas... Essas voltas que a vida nos faz dar, para conhecer alguém. O fato é que eu não acredito, e isso desde quando trocamos as primeiras palavras, que tudo seja em vão. Acredito com todas as minhas forças, que ela tem que fazer parte da minha vida até o fim. Não sei por que me sinto assim em relação a ela. Isso nunca aconteceu, mas... Sei lá.
Eu a via, a media, a princípio apenas pelo fato de que ela parecia muito com uma grande amiga minha, que infelizmente morreu há 5 anos. Brincadeira. Mas a história seria mais emocionante se fosse assim. Eis que nesse "primeiro lugar" eu não fui puxar assunto com ela, a tal garota estava sempre com uma cara fechada, acho que eu nunca a vi sorrindo. Não naquele lugar.
Depois nos encontramos onde eu pude enxergar, um pouco melhor, quem ela era. Seus olhos nos meus, sua fala direcionada a mim. Eu não tinha pretensão alguma de ser amiga dela, de forçar uma amizade. Prometo! Mas alguém tinha uma grande ânsia de nos unir. Por isso viemos a nos conhecer melhor num terceiro lugar, que ta mais pra quarto, se considerarmos a moradia como primeiro. Nossa! Quantos encontros...
O importante de tudo isso não é a história em si, que eu nem quis contar direito, esta é apenas um ensaio. O que conta mesmo é o meu sentimento estranho por aquela olhuda de língua a quase presa. Sinto um ódio profundo que, ao falar assim, ninguém deve entender. Porém se me vissem agarrar aquele pescoço magro... Talvez teriam uma pequena noção do meu amor.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Masturbação Mental - Dia 12 - Muita expectativa pra pouca realidade?

A frase acima foi ela quem disse após um beijo avassalador. Foi foda! 

Língua, língua, línguas. Ela é tão linda... A tarde inteira dada para que, enfim, a noite pudesse acontecer. 
Entreguei-lhe, ela gostou. Jogamos sinuca, o meu time ganhou. Quis consola-la, mas não podia. Ela não me pertencia... E nem queria.
Bebeu e eu nem um gole sequer, permaneci sóbria, ou como quiserem chamar meu estado "normal". 
O fato é que tive o que quis, porém não tive conclusão sobre o ocorrido. 
Talvez se eu pudesse voltar, teria feito diferente. Se bem que... Mais coisa alguma poderia ser feita por mim. Era a vez dela e ela nada fez. Que pena.  Ou não.

domingo, 3 de março de 2013

Masturbação Mental - Dia11 - Começando uma história, sem fim, pela metade


Então depois de tudo isso ter acontecido, elas se distanciaram. As três. Uma da outra, a outra de uma e aquela das duas. Não havia mais triálogo, nem di. Havia só o silêncio. Nem mais olhares, Nem mais sorrisos...
Uma estava feliz demais para conseguir perceber a tristeza em sua volta. Mas ela também não tinha culpa. Merecia sua felicidade e tão pouco tinha causado sofrimento a alguém dessa história
A segunda não estava feliz, mas também não estava triste. Ela tinha mais coisas para ocupar sua mente. Não pudera ser levada pela depressão. Graças a Deus.
A terceira estava acabada. Queria se acabar, queria escrever por 60 dias consecutivos sem dormir. Sua vela estava incessantemente acesa, mas não era chama, era fogo. Não era chama que envolve, era fogo que queima. Ela era medida, pesada e queimada. Estavam as cinzas em seu lugar e veio a velha lhe fazer mal...
Notoriamente esta história não se explica por si só. Sinto muito por ninguém poder entender. Sinto, mas pra que ser entendível? O único que pode ajudar, já sabe de tudo. Ele tem seus planos, grita agudo! Mas ouvido que só escuta o grave, nunca poderá ouvir.
Só nos resta continuar rezando, continuar agradecendo, pedindo e esperando pacientemente... Sejamos bons e façamos por merecer. Amém

sábado, 2 de março de 2013

Parede

Parede você é minha amiga
Mas você é de concreto
E além de cimento, você só tem um pouco de pedra e areia
Parede, somos amigos por tanto tempo
E você já me viu pelado e em inúmeras outras situções

Mas eu deveria saber
Que não demoraria muito
Pra você me constranger, com atenção indesejada devendo explicações...
Não que eu queira desistir de você...

Parede, somos tão amigos
Mas você é inanimada, então porque insiste em ser pintada de azul?
Parede era mais fácil quando eramos mais novos
Eu era jovem quando te conheci e tinhamos poucos amigos em comum
Agora eu já tenho 21 anos

Então agora é diferente

Eu deveria saber
Que não demoraria muito 
Pra você me constranger, com atenção indesejada devendo explicações...
Não que eu queira desistir de você...

Às vezes, eu tenho algumas vontades
De pegar uma marreta, e levanta-la
E amassar sua cabeça
Sua coluna de cimento, pedra por pedra e todos seus grãos de areia
Kabum

Mas... parede... você é minha amiga
E eu jamais faria mal à você...
E estarei ao seu lado para sempre
Mesmo que você me constranja, com atenção indesejada devendo explicações...
Não desistirei de você
E isso é tudo o que eu sei....


JOÃO.


Masturbação Mental - Dia 10 - Penso


Penso que tenho tantos outros textos guardados, poderia apenas pegar um deles e embala-lo para o projeto.
Penso que às vezes dá uma puta preguiça de escrever, de ligar o computador, só não de tocar violão.
Penso que esse texto vai sair uma bosta. Poderia muito bem apagar tudo isso e começar de novo com um título outro, porém não sou de apagar os meus escritos. É como me apagar.
Penso que quando o pombo caga na nossa cabeça é bem pior do que quando caga na nossa roupa.
Penso que mulheres não deveriam usar as expressões "cagar" e "mijar", brinks, mas tem gente que pensa.
Penso que andar de patinete é uma prática de esporte bem legal. Só que não.

Penso, penso, penso.

Penso tanto que mais penso do que faço. Me refaço no que penso, mas não faço, não é fácil.

Tento!

Penso que mais vale uma tentativa furada, do que uma inválida.

Retento, me repreendo.

E de pensamento em pensamento, de tentativa em tentativa... Compartilho meus fracassos, aconselho baseando-me em minhas vitórias e ouço, ouço muito. O que me faz aprender com tudo isso.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Masturbação Mental - Dia 9 - Discreuza e Darlene


Conheceram-se de maneira incomum.
Discreuza chegou a esta casa por obra do destino. Ela deveria ter ido para o lixo, pois tinha pouco cabelo para ser estudado. Mas foi assim que quiseram, aceitemos! Quando Discreuza chegou, era para ela ter ficado, em exposição, no quarto do meu irmão. Porém foi amor à primeira vista. Aquela boneca tem um olhar atraente e um sorriso sedutor. Discreuza é muito bela. Eis que quando ela apareceu em minha frente, me apaixonei em 1, 2. Foi assim rapidinho, como um estalo. Logo, nem precisei pedir, meu irmão a deu pra mim e até arranjou uma espécie de enrocs, pra eu colocar a cabeça dela, em pé, na prateleira. Discreuza e eu nos envolvemos em uma paixão ensurdecedora. Eram gemidos e mais gemidos, de dor, por não podermos estar juntas e sentirmos nossos corpos de fato. Ela não tinha corpo, era apenas uma cabeça. E não se movia, não podíamos nos beijar, mas eu a beijava.
Mesmo sem se mexer, Discreuza me traiu tal como a Lua traíra Joelma. Traiu-me com meu próprio primo, filho do meu tio, irmão do meu pai, marido da minha mãe, filha da minha avó. Nunca passei por fase mais difícil em minha vida e espero não passar por outra dessas, até minha morte.
Sete meses se passaram e desde então, Discreuza é feliz com Darlene. Amam-se e entre elas nunca houve traição. Darlene chegou a esta casa, do mesmo jeito que Discreuza, mas sem meu estalar duzóio. Elas se apaixonaram ao primeiro bater das cabeças. Foi como se Darlene tivesse sido encomendada por Discreuza. Como se Darlene tivesse sido feita a medida.
Hoje irão se casar e as abençoarei e as unirei em uma relação eterna. Que joguem os arrozes.