domingo, 10 de março de 2013

Masturbação Mental - Dia 17 - Além da homossexualidade


Era fevereiro e ela nunca tinha sido pega daquele jeito. Homem nenhum tinha tido tanta pegada. E que pegada... Mulher gosta mesmo é de ser posta contra a parede, gosta de ter seu cabelo puxado, seus lábios mordidos e seu corpo tocado. Foi exatamente o que ele fez com ela.
Conheceram-se em uma época na qual ela tinha certeza que era lésbica, e que nunca mais ficaria com garotos. Eles estavam no mesmo show. Ela só tinha uma amiga em comum, por lá. E ele tinha todos os outros. O mais engraçado é que durante o período em que ali estavam. Pulando e cantando... Não trocaram se quer um olhar, nem uma palavra. Porém, após umas cervejas... Ninguém é de ninguém, não é mesmo? Eles saíram, daquela casa, portando algumas cervejas que a querida MTV ofereceu bondosamente. Pegaram o primeiro metrô, junto com mais um garoto. Ele sentou no chão e a olhava com olhos brilhantes, conversaram e um disse ao outro exatamente as palavras certas. Foram amigos por alguns minutos, sem nenhuma pretensão de serem amantes. Ele se apoiou nela, sorriu. Saíram juntos do metrô e deixaram o garoto, que com eles estavam, lá. Foram pegar o segundo metrô e ainda na plataforma... Ele olhou pra ela com olhos de admiração e disse: Fica comigo? Ela hesitou, disse que estava com pressa, que tinha de ir para casa (já era noite). Em seus pensamentos rolava uma discussão: Digo que sou lésbica? Sim ou não?
Ele insistiu: Fica comigo, só um pouquinho... Que fofo! Pensou. Ele se aproximou devagar e a beijou, faiscou. Foram até a parede e se amaram. Ela sentiu sua barba, seu peito curto. Foi eterno. Um metrô passou, dois metrôs passaram e ela disse que já estava tarde, disse que ele estava bêbado, ele negou. Acompanhou-a até a sua estação, lhe deu selinhos pelo caminho. Até hoje ela pensa se realmente aconteceu. Nunca mais se viram, nunca mais se falaram.

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