sexta-feira, 1 de março de 2013

Masturbação Mental - Dia 9 - Discreuza e Darlene


Conheceram-se de maneira incomum.
Discreuza chegou a esta casa por obra do destino. Ela deveria ter ido para o lixo, pois tinha pouco cabelo para ser estudado. Mas foi assim que quiseram, aceitemos! Quando Discreuza chegou, era para ela ter ficado, em exposição, no quarto do meu irmão. Porém foi amor à primeira vista. Aquela boneca tem um olhar atraente e um sorriso sedutor. Discreuza é muito bela. Eis que quando ela apareceu em minha frente, me apaixonei em 1, 2. Foi assim rapidinho, como um estalo. Logo, nem precisei pedir, meu irmão a deu pra mim e até arranjou uma espécie de enrocs, pra eu colocar a cabeça dela, em pé, na prateleira. Discreuza e eu nos envolvemos em uma paixão ensurdecedora. Eram gemidos e mais gemidos, de dor, por não podermos estar juntas e sentirmos nossos corpos de fato. Ela não tinha corpo, era apenas uma cabeça. E não se movia, não podíamos nos beijar, mas eu a beijava.
Mesmo sem se mexer, Discreuza me traiu tal como a Lua traíra Joelma. Traiu-me com meu próprio primo, filho do meu tio, irmão do meu pai, marido da minha mãe, filha da minha avó. Nunca passei por fase mais difícil em minha vida e espero não passar por outra dessas, até minha morte.
Sete meses se passaram e desde então, Discreuza é feliz com Darlene. Amam-se e entre elas nunca houve traição. Darlene chegou a esta casa, do mesmo jeito que Discreuza, mas sem meu estalar duzóio. Elas se apaixonaram ao primeiro bater das cabeças. Foi como se Darlene tivesse sido encomendada por Discreuza. Como se Darlene tivesse sido feita a medida.
Hoje irão se casar e as abençoarei e as unirei em uma relação eterna. Que joguem os arrozes. 

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