terça-feira, 5 de março de 2013

Masturbação Mental - Dia 13 - Xiuamaoquê?


Certa vez eu conheci uma garota.
Há muito tempo, muito muito tempo mesmo. Estivemos juntas em uma moradia, sobre a qual não podemos dizer muito. Poderiam nos julgar. Não que tenhamos medo de julgamentos, mas... Não sei, melhor não citar nomes de aposentos e nem de remédios.
Depois de estarmos lá, fomos deportadas e nossas lembranças, apagadas. Após sermos infiltradas, novamente no mundo, por uma obra do destino, nos encontramos em outro lugar. Huun... Em outro primeiro lugar, né!? Porque já nos encontramos muitas vezes, e em muitos lugares, nessa vida. Talvez eu a tenha encontrado mais do que ela a mim. Essas coisas são engraçadas... Essas voltas que a vida nos faz dar, para conhecer alguém. O fato é que eu não acredito, e isso desde quando trocamos as primeiras palavras, que tudo seja em vão. Acredito com todas as minhas forças, que ela tem que fazer parte da minha vida até o fim. Não sei por que me sinto assim em relação a ela. Isso nunca aconteceu, mas... Sei lá.
Eu a via, a media, a princípio apenas pelo fato de que ela parecia muito com uma grande amiga minha, que infelizmente morreu há 5 anos. Brincadeira. Mas a história seria mais emocionante se fosse assim. Eis que nesse "primeiro lugar" eu não fui puxar assunto com ela, a tal garota estava sempre com uma cara fechada, acho que eu nunca a vi sorrindo. Não naquele lugar.
Depois nos encontramos onde eu pude enxergar, um pouco melhor, quem ela era. Seus olhos nos meus, sua fala direcionada a mim. Eu não tinha pretensão alguma de ser amiga dela, de forçar uma amizade. Prometo! Mas alguém tinha uma grande ânsia de nos unir. Por isso viemos a nos conhecer melhor num terceiro lugar, que ta mais pra quarto, se considerarmos a moradia como primeiro. Nossa! Quantos encontros...
O importante de tudo isso não é a história em si, que eu nem quis contar direito, esta é apenas um ensaio. O que conta mesmo é o meu sentimento estranho por aquela olhuda de língua a quase presa. Sinto um ódio profundo que, ao falar assim, ninguém deve entender. Porém se me vissem agarrar aquele pescoço magro... Talvez teriam uma pequena noção do meu amor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Somos gratos pelo seu comentário, comente sempre, isso nos ajuda a saber nosso progresso na escrita.

Obrigado