domingo, 12 de julho de 2015

Sobre acordar

Por: João Gustavo

Longe do que é familiar, a cada dia que levanto sinto como se fosse um primeiro dia em uma escola nova. 
Em meio a tantas máscaras, jamais me esqueço dos rostos de verdade. Nessa grande cidade de papel, tento não queimar o passado para aquecer o futuro. O passado faz parte do meu futuro e meu futuro se baseia no passado.
Saio de casa e olho para o céu, e mesmo nos dias mais límpidos não consigo mais ver o sol. 
A única coisa que desejo é matar esse primeiro dia de aula, esmurrar essas máscaras e fugir dessa cidade de papel, com casas de papel e pessoas de papel. Não quero ser mais um origami em meio a esse papelão.
Quero correr atrás do sol que em algum lugar deve nascer. Mas ainda não posso, pois disseram-me que era aqui que ele iria um dia brilhar.

E sou ingênuo demais para desacreditar.

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